Domingo, Janeiro 08, 2012
Romances de Cavalarias
Vai uma história sem rumo,
E ás vezes um coração ofegante
De prazer: Mais um copo à frente
E o teu volante a conduzir-nos
Num estranho carrossel de 100 cavalos
E um burro - Meu querido Sancho Pança
Devolve-me a tua mulher que nos espera
Em casa, sempre tão só, sempre
Tão arrumada - Será que entristeço
De tantas palavras, e tão pouca
Aventura - Meto mais uma moeda
A máquina devolve-me um dedo
A apontar a saída:
Mas tenho medo de chegar a casa
E de ti só encontrar um corpo aos bocados.
A paisagem é bela, e eu adormeço
À porta do quintal onde vivem
As flores-Livro que me escreveste
Nos verões polaroid passados no campo;
Bem-me-quer, Mal-me-quer:
Só páginas rasgadas, calhou-me
Aquela em que tu serias uma floresta
Andante, Caminhando raizes
Através de uma longa morte minha
Cantando Setembro, sempre tão só,
Sempre tão arrumado - Meu querido
Dom Quixote devolve-me o Gigante,
De cujo fumo dos cigarros
Nascem nuvens -
Será que me engano de tanta poesia
E tão pouca realidade:
Meto mais uma moeda na máquina
Bebo mais um café no piso de psiquiatria.
O troco sai certo:
Tenho medo de chegar a casa
E de ti, não encontrar corpo algum.
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Meto mais uma moeda na máquina
ResponderEliminarBebo mais um café no piso de psiquiatria.
O troco sai certo:
Tenho medo de chegar a casa
E de ti, não encontrar corpo algum.
sempre o mesmo café e sempre nenhum corpo