Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

Crush


A cera da vela derretia,
Sobre a tua mão, sobre a minha
Escorrendo noites holandesas
E luzes vermelhas no coração
Dos gigantes de Néon - Rasparam
O silêncio das chávenas de chá,
Como algoritmos franceses:
Sabiamos lá que a linguagem
Tinha fracções gestuais
E preliminares; Decidiram chamar-lhes
Afectidades Obscenas, mas iamos
Dançando os desenhos perdidos:
4 Bicicletas ou mais em Paris,
Deixei ao acaso o amor anónimo
Sugado pela história Universal
Desse beijo rotunda no palato
Das bocas de leão. Custou-nos,
Como custaria uns euros ou mais,
Nas dores cervicais das dobras
Dos envelopes que fomos enviando:
Nunca havia destinatário,
Só um livro de poesia, por ler,
E umas quantas garrafas de vinho
Choradas na infância passageira.

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