nada repousa dos dias quentes em mim
nas superfícies nada brilha
não perpassa sequer um brilho de lágrima um verão futuro
um pássaro passa e o que se prolonga é o ar
a ave desaparece
eu fico.
as temperaturas visitam-me o corpo como os perfumes da cidade
fulgura o dia o calor a noite o frio ou nada fulgura
há um relâmpago que o céu dispara e nada repousa
o atingido exaspera pelo inverno
o observador pelo verão
e eu caído nessa rede de guerra recomeço
para acabar breve
a sentir o que apenas a estética do frio sabe ensinar.
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