segunda-feira, maio 18, 2009

sexta-feira, maio 15, 2009

sábado, maio 09, 2009

As paixões são como os cigarros e os livros como os maços.

Conversas

Não estava lá ninguém,
Excepto as três da manhã e as nossas vozes incansáveis.
Iam e vinham umas quantas baforadas
Em cigarros, engolindo em seco
As meias palavras que só nós percebemos.
Eu sentada em cima do tampo
E tu buscando por um conforto que tarda em chegar.
Enchendo, tentando buscar, um sentido inequívoco
Para o tempo que faz questão de nos absorver
Em inércia e sonhos.
As nossas ideias, contracenando permanentemente,
Com as vontades até de quem não nos consegue ouvir.
Interagindo num paradoxo constante
Que é tu seres tu,
E eu ser eu,
E ainda assim existir no nosso olhar
As mesmas cores desta íris imperceptível.
Algures no ar correm as vibrações
De um sol que não queremos ver nascer
Trazendo consigo o vento que assobia a
Someone that cannot love;
Insistindo, vezes e vezes sem conta,
Naquele Porquê.
Exactamente da mesma forma
Com que nos intoxica a nicotina,
As pessoas,
E o frio da madrugada sobre o cansaço.
Fica pelo caminho a vontade de nos levantarmos.
No meio, um toque assustado no escuro;

E algures por aí levanta-se muda
Uma manhã
Que nos avisa de mansinho:
Só vos restaram os sonhos.